Roberta Andrade, Fernanda Ribeiro, Ludmila Rezende, Michael Eudes, Lucas Simões, Breno Araújo, Frederico Alves e Gabriel Moura (textos); Dayse Aguiar e Mariana Reis (Fotos) – Alunos da Central de Produção Jornalística - CPJ
A Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom), maior mostra de trabalhos acadêmicos experimentais na área de comunicação do Brasil, já anuncia nova edição. Nos dias sete, oito e nove de maio, será realizada a etapa Sudeste do evento, no Rio de Janeiro. Os classificados das etapas regionais vão disputar em Curitiba a fase nacional do concurso. Este ano, o Centro Universitário Newton Paiva concorre com 17 trabalhos de jornalismo, 24 de Publicidade e Propaganda e oito de Relações Públicas. Agora é cruzar os dedos, porque as expectativas são as melhores.JORNALISMOMesmo sendo um curso novo — desde 2000 na instituição —, o jornalismo do Centro Universitário Newton Paiva já tem tradição. Foram doze prêmios somente na Expocom, entre projetos individuais e premiações da Agência Experimental (Central de Produções Jornalísticas – CPJ, duas vezes escolhida melhor agência júnior do país). E, este ano, os alunos concorrentes esperam manter a tradição e voltar para casa com mais prêmios. Para a professora Marialice Emboava, coordenadora do curso de Jornalismo, a Expocom agrega grande prestígio, pois “o prêmio é sério, muito disputado e ganho por mérito”.
“Só de estar concorrendo, já estou feliz”Aluno do 8° período de jornalismo, Raimundo Nonato de Souza concorre nesta edição com a reportagem “Acupuntura combate doenças em gado leiteiro e melhora produção”, publicada em janeiro do ano passado, no Jornal Holandês que era produzido pela CPJ. “Trabalhando no Jornal Holandês me senti um jornalista de verdade. Nós criávamos as pautas, viajávamos para conhecer de perto as coisas; o grau de dificuldade do jornal era muito alto”, conta.Laís Campos Siqueira, recém-formada pela Newton Paiva, também concorre este ano com o seu projeto de conclusão de curso, a revista de turismo “Trilhos”, para a cidade de Itabira. Laís diz que a elaboração do trabalho foi árdua e não pôde contar com o apoio de muitas pessoas. Segundo ela, foi importante o apoio dado pelo professor orientador, pois eles acreditam no projeto e fazem de tudo para que saia correto.
“Foi uma surpresa para mim”, revela André, que recebeu a notícia com muita felicidadeOutro concorrente é André Luiz Silva, do 6° período, que apresenta a reportagem “Matinha e Mormaço, lendas do cangaço”. André compôs o perfil da viúva de um ex-cangaceiro do bando de Lampião, que descobriu nos arredores de Contagem. Ele ressalta que as aulas com professora Rosângela Guerra, ainda no 2° período do curso, foram fundamentais em seu aprendizado.Mariana Reis Vieira, do 4º período, também participa na categoria fotográfica do Expocom. A foto escolhida para representar o curso é a nova atração turística, do zoológico, o Jardim Japonês. Ela falou entusiasmada sobre a indicação de sua foto — “esta é uma grande chance, é muito bom ter a oportunidade de mostrar o meu trabalho e o Jardim Japonês de Belo Horizonte para os outros estados”.Monique Tobias Portes participa este ano na Expocom na categoria Blog. Seu projeto é intitulado “A Credibilidade da Notícia na Internet” e pode ser acessado em www.gruponewton.wordpress.com. Todo processo para elaboração do projeto durou oito meses e segundo ela, sempre contou com a ajuda dos professores para criação do trabalho. “Amei o curso e o avalio como excelente”, diz.
Mariana: “é uma honra ir representando a Newton na categoria Fotografia Artística”A expectativa que os concorrentes vivem hoje também já fez parte da vida de outros vencedores. Em 2005, a então estagiária da CPJ, Fernanda Pinho, representou a agência, que levou o prêmio de melhor Agência Experimental de Jornalismo do Brasil. “Acredito que só o fato de participar da Expocom já seja gratificante, pois é um reconhecimento pelo nosso trabalho de estagiário”, explica.É também o caso de Charlon Andrada Leite, vídeo-documentarista e técnico em áudio da Newton Paiva. Seu trabalho, o documentário “Baleiros”, feito em parceria com a colega Mariana Furst, sobre crianças que vendem balas nas ruas, foi o mais premiado da história do curso de jornalismo. Venceu a etapa nacional e, posteriormente, o Mercosul do Expocom em 2005.Com um livro-reportagem sobre o trabalho dos apuradores — “Alguma coisa agora – Jornalistas apuradores: ouvidores gerais da sociedade e construtores da notícia” —, o recém-formado Bernardo Rezende também teve o prazer de se destacar na Expocom. Na etapa regional (Sudeste) do concurso, ele venceu, ano passado, na categoria áreas emergentes.PUBLICIDADE E PROPAGANDANa área de Publicidade e Propaganda, concorrem projetos, campanhas, eventos e outras ações de marketing econômico, político, religioso ou institucional. Nessa categoria, os trabalhos dos alunos do Centro Universitário Newton Paiva têm também se destacado. Os projetos inscritos são escolhidos por uma comissão composta pela coordenadora do curso de publicidade, a professora Maria Aparecida de Souza, e a coordenadora da agência experimental massan -Z, Maria Cláudia Miranda e o diretor de criação da mesma agência, professor Lamournier Lucas Pereira Júnior.
Alexandre: “Não fosse a ajuda das pessoas, muitas ONGs não conseguiriam sobreviver”Na Expocom deste ano, o curso de publicidade vai forte novamente e com boas possibilidades de ganhar prêmios. “Optamos por projetos ousados e irreverentes, mas sempre com muita qualidade, por isso estamos muitos confiantes”, acredita Maria Aparecida. Cada grupo que tem seu trabalho indicado para a exposição escolhe um aluno para representá-lo perante a mesa de professores. O professor Lamournier é o responsável por acompanhar os alunos indicados. Alexandre Ferreira Nunes, 7º período, participará da exposição esse ano na categoria spot. “A exposição será interessante para ganhar experiência e trocar ideias com pessoas da área. Assistir a outros trabalhos e palestras será bastante enriquecedor”, avalia. Direcionado à Associação Mineira de Reabilitação, ONG que presta atendimentos a crianças com deficiência, o projeto é guiado pela responsabilidade social.
Para Marco Túlio, a exposição serve como uma grande vitrine, pois “o empregador sabe que quem está concorrendo, tem algum potencial a mais”Também focando o lado social, o grupo do estudante Marco Túlio de Souza, do 8º período, irá concorrer à categoria outdoor, auxiliando a divulgação e o aumento dos recursos financeiros da Liga Mineira do Trauma — ONG que ajuda vítimas de traumas físicos e psicológicos. Ele considera que participar de um evento como a Expocom, é um diferencial no currículo.Aline Marina Osório, 8º período, concorrerá ao prêmio na categoria de campanha promocional. Para ela, participar da Expocom é uma forma de vencer a dificuldade para se expressar. Já a massan Z será representada pela aluna Mara Lúcia Costa. “Representar a massan Z em um evento desse porte será uma honra. A apresentação para o público me motiva muito, não pode dar nada errado na hora”, diz bastante empolgada.A confiança dos participantes em bons resultados nesta edição é justificada pelo desempenho nos últimos anos. O trabalho do grupo de Suellen Ferreira para sua conclusão de curso tornou-se, em 2007, o vencedor da região sudeste na categoria de mídias alternativas. Com um projeto inovador, a publicitária conta que conseguiu unir “baixo custo a alto impacto”. Ela relata como foi a experiência de ser premiada. “Foi gratificante os concorrentes virem até a gente querendo saber sobre o projeto”.
Aline considera sua participação uma forma de superar limitesOutro ex-aluno que teve a oportunidade de participar de um projeto vencedor foi Raphael Passos de Oliveira, que ajudou a montar o portifólio que atribuiu a terceira colocação à massan Z em 2006. “Muitos colegas meus foram contratados a partir de então”, conta. RELAÇÕES PÚBLICASCom 36 anos de existência, o curso de Relações Públicas da Newton Paiva é o mais antigo de Minas Gerais.
Daisy: “Objetivo da AGERP é qualificar o profissional para o mercado”A Agência Experimental de Relações Públicas (AGERP) iniciou suas atividades em 2001 e desde 2003 vem ganhando prêmios seguidamente na Expocom. “Ganhar prêmios desse nível é um atestado de competência; além de ser um selo de qualidade para o curso e para a agência”, analisa a professora Ivanete Aparecida, coordenadora do curso. Renata Venerando, coordenadora da Agência, diz que a expectativa para esse ano é trazer mais prêmios. A AGERP já foi premiada três vezes consecutivas como a melhor Agência Experimental de Relações Públicas do Brasil e concorre, nesta temporada, com seis projetos. Segundo Daisy Mara Lima de Paula, ex-estagiária da Agência, mas que vai representá-la na Expocom, “o objetivo da AGERP é basicamente instituir um ambiente de aprendizado e convívio com as práticas de Relações Públicas, atendendo as diretrizes políticas e pedagógicas do curso”.Na categoria de eventos, a representante da agência será a estudante do 7º período, Karina Iva. Segundo ela, foi com muito empenho e profissionalismo que a agência desenvolveu a colação de grau que aconteceu no ano passado.
Karina Iva ajudou a vencer o desafio da colação de grauJá na categoria veículo de comunicação interna, o aluno do 5º período, Alam de Oliveira, apresentará a Newsletter mensal “Conexão RP”. Há um ano estagiando na AGERP, ele vem aperfeiçoando o projeto, tornando o texto mais objetivo e fugindo do convencional. Mostrando o trabalho integrado das três agências de comunicação, Fernanda Fernandes, 5º período, concorrerá na categoria áreas emergentes com o projeto do Centro de Comunicação Integrada — o CCI.
Alam: “Só a participação em si já é um aprendizado e um reconhecimento”Os trabalhos de conclusão de curso também garantem vários prêmios, exemplo disso é a ex-aluna Fernanda Nayara da Silva Alves. Ela participará da competição este ano com um trabalho, que faz um estudo específico do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e analisa a presença de processos e programas de comunicação em apoio à Gestão Pela Qualidade Total.Claudia Helena de Oliveira Matos vê a “possibilidade de aplicar o que foi absorvido em todo o curso — foi um estímulo para concorrer em 2009”. A ex-aluna da Newton apresentará trabalho em que divulga o “Projeto de Vida”, voltado à prevenção e uso indevido de drogas em Contagem.
No ano passado, Johny Duney ganhou na categoria de melhor trabalho mercadológico, na etapa Sudeste, com o projeto de conclusão de curso intitulado “ISO 14001”, que mostrou as vantagens competitivas e mercadológicas que a certificação pode trazer para as empresas. Outra que venceu a competição, Juliana Pessoa, ganhou em 2006 o prêmio de melhor projeto de relações públicas e cidadania do Brasil com o Newcine Social. O projeto promove atividades culturais e de entretenimento voltadas para instituições carentes, utilizando o cinema como uma forma de acesso ao conhecimento cultural. Para Juliana, o aluno tem suporte total e o contrato com a instituição vai além do término do curso. “A Newton Paiva recebe o ex-aluno e o auxilia no mercado de trabalho, ajuda a inseri-lo no mesmo. Até hoje não vi melhor estrutura, equipamentos e suporte (técnico e humano)”, elogia a ex-aluna.
“Despretensiosa”. Assim Cleves Maciel Valadares descreveu sua participação na competição em 2006, quando ganhou o prêmio pelo projeto Conexão RP com o melhor newsletter. “Foi um projeto pessoal em que eu desenvolvia um trabalho de que gostava muito”.