sábado, 26 de setembro de 2009

“Conexão, Conhecimento & Mercado” fala sobre a carreira de nutricionista

Gabriel Moura (Texto)




“O nutricionista não pode apenas mostrar a receita e dizer o que não se pode comer; temos que ensinar a dieta para o paciente”. Esse foi um dos ensinamentos que a nutricionista Tereza Watanabe passou em mais uma palestra do projeto “Conexão, Conhecimento e Mercado”. O reitor do Centro Universitário Newton Paiva, Luis Carlos de Souza Vieira, abriu o evento apresentando a palestrante para os acadêmicos. Ele falou da época em que os dois trabalhavam no Sesi (Serviço Social da Indústria, em São Paulo), quando ela era diretora de nutrição. O evento foi realizado no dia 22 de setembro, no auditório da Unidade Silva Lobo.


Watanabe abriu o evento contando por que decidiu fazer o curso de nutrição. “Inicialmente, queria fazer medicina, mas não passei em uma universidade pública, e meus pais não tinham condição de sustentar um curso mais três filhos”, revelou. “Para não fazer cursinho de novo, meu irmão, formado em medicina na época, pagou o meu curso de nutrição”, disse.

Quando detalhou sua carreira profissional, Watanabe mostrou um conjunto de slides de todos os lugares em que trabalhou e dos projetos sociais que ainda promove no Sesi-SP. Uma de suas experiências mais marcantes foi na indústria química e farmacêutica Schering Ploug, no Rio de Janeiro, quando influenciou na mudança de hábitos dos trabalhadores. “Ao percebemos que os funcionários comiam muita fritura, variamos o cardápio e colocamos cartazes explicativos com o número de nutrientes de cada alimento”, explicou.

A nutricionista também mostrou os projetos sociais que o Sesi-SP desenvolve para a educação alimentar e que contam com sua participação direta, como o “Alimente-se Bem”. Até agosto deste ano a iniciativa atendeu mais de um milhão de pessoas. No projeto, em cursos de até dez horas, a população aprende a planejar compras, evitar desperdícios e guardar os alimentos de forma correta. Além das unidades fixas do Sesi, existem sete unidades móveis que atendem cidades do interior paulista.

Outro projeto foi o intercâmbio com a Fundação para Desenvolvimento de Moçambique, que proporcionou um conjunto de receitas adaptadas para a realidade daquele país. Ao perceber que “lá havia muita facilidade de conseguir mandioca e coco, com base nessas informações ensinamos receitas nutritivas que aproveitassem todos os nutrientes disponíveis”, contou Watanabe.


A aluna de nutrição Mariete Jesus, 4º período, acredita que “a palestra deu uma noção de como vamos atuar no mercado de trabalho; e a possibilidade de intercâmbio com países como Moçambique foi muito interessante”.Para as alunas do 5º período de enfermagem, Juliana Reis e Alessandra Rabelo, foi um acréscimo no conhecimento — “tivemos oportunidade de aprender mais, para que possamos dar um atendimento integral ao paciente”.





segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O som que propaga o “Higherground”

Músicos de aglomerados e regiões pobres de
Minas Gerais, têm chance de divulgar suas composições
no concurso “Vozes do Morro”

Gabriel Moura


A dupla sertaneja Victor & Leo vendeu 260 mil copias do CD “Borboletas”; Ivete Sangalo, com seu show gravado no Maracanã, vendeu 420 mil, segundo a ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Disco). Enquanto isso, longe do grande mercado fonográfico, 323 inscritos participaram do programa “Vozes do Morro” — uma iniciativa do Governo de Minas. Foram premiados 10 grupos e artistas para gravar CDs e DVDs de suas músicas. Além disso, os artistas tiveram spots (anúncios publicitários para rádio) e clipes divulgados pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais (Sert-MG).


O programa foi criado em 2008 e revelou um total de 23 artistas. Ao contrário do que muitos acreditam, o programa revela músicos de vários estilos musicais como a banda, Cajaba. Sempre procurando expressar a inconformidade dos acontecimentos atuais de descaso social e os vários conflitos internos e espirituais, a banda foi criada em 2000. Com o single “Cidadão Urbano”, faz um som voltado para o new metal, como Link Park e Korn, com letras em português.


O Resgate do Samba


Nas duas últimas edições houve um resgate do samba com grupos como Cirandeiros, Samba de Quintal, Geraldo Magnata, Ivo do Pandeiro, Domingos do Cavaco. Evandro Mello, cavaquinista e vocalista do Samba de Quintal, analisa que “grandes artistas com certeza irão despontar no cenário musical”. E fala orgulhoso que foi “uma dádiva de Deus sem dúvida ser escolhido pelo programa, pois sempre lutamos pra ter o nosso trabalho reconhecido”.


O Samba de Quintal surgiu no Morro das Pedras em 2007. “Foi quando começamos a tocar nos quintais das casas de amigos ligados ao samba, e mantínhamos um projeto, que consistia em mostrar o nosso lado autoral”, explicou o músico. A música inscrita foi “Favela onde eu nasci”, que fala de mudanças ocorridas no Morro das Pedras. “O programa ‘Vozes do Morro’ incentiva os jovens a saírem da criminalidade e das drogas, pois o ser humano é movido pelo combustível que são seus sonhos e, ele facilmente se frustra ao ver que oportunidades não lhes são dadas”, comenta Evandro.


Abrindo Mentes


Na edição de 2009, além da premiação com a gravação de CD, DVD e divulgação, os selecionados ganharam um curso de produção e gestão cultural para suas as carreiras. Chamado “O nosso negócio é música”, promovido pelo Sebrae, o programa é inédito, desenvolvido especialmente para o “Vozes do Morro”, e é obrigatório para os selecionados. “O curso foi de grande valia e importância pois, abriu as nossas mentes que ainda estavam um pouco voltadas para projetos menores e também é um jeito de se formar pessoas de bem com objetivos a serem alcançados”, elogia Evandro Mello.


As aulas foram montadas pelo produtor e gestor cultural Rômulo Avelar, que é professor de planejamento dos grupos de teatro Galpão e Beco. O curso receberá convidados que falarão sobre marketing pessoal e direitos autorais, entre outros tópicos. Ele terá duração de 36 horas/aula, em dois módulos com teoria e prática. No final das aulas, os alunos terão que apresentar um projeto de busca de recurso junto à iniciativa privada.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Direito do trabalhador é tema do Conexão Conhecimento e Mercado

Gabriel Moura e Lucas Simões (texto)
Alunos da Central de Produção Jornalística - CPJ


“Para muitos, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é ultrapassada, mas ela é uma protetora do trabalhador e deve ser atualizada”. Com esse argumento, Paulo Roberto Sifuentes, desembargador e presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, abriu mais uma palestra do ciclo “Conexão, Conhecimento e Mercado”. O evento foi realizado no dia 12 de agosto, no auditório da unidade JK (Av. Presidente Carlos Luz, 220, Caiçara).



O pró-reitor acadêmico, professor Sudário Papa Filho, apresentou o desembargador aos alunos com um pequeno histórico de sua carreira e disse que “os alunos da Newton Paiva terão uma vasta experiência no campo trabalhista antes de se formarem”. Com o tema “Tendências do Direito e o Processo de Trabalho”, Sifuentes mostrou aos alunos os direitos do trabalhador e os dilemas a que essas leis são submetidas atualmente. “A CLT se tornou tão arcaica que os neoliberais defedem o seu fim”, reclamou o desembargador. No entanto, ele defendeu esse conjunto de leis e propôs uma reforma que atenda as novas demandas da atualidade. Para ele, a reformulação deve ser voltada para plano da coletivização do direito do trabalho, negociação coletiva e a flexibilização desses direitos.



Durante sua apresentação, o desembargador destacou alguns incisos (partes de uma lei), como o 6º — que fala sobre redução salarial — e o 13º, que se refere à flexibilidade da carga horária. Segundo ele, esses trechos da constituição devem ter negociação para que o emprego seja preservado. Ele defendeu também a fiscalização das cooperativas e a terceirização para que não haja fraudes. Na oportunidade, Sifuentes ilustrou essa possibilidade com um caso em que médicos foram incentivados a se demitirem e criarem uma cooperativa. O palestrante alertou os futuros bacharéis sobre o processo de digitalização dos tribunais, afirmando que isto “é um processo irreversível e garantirá agilidade nos processos judiciais”. Ele prevê que, em um ano, o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) será totalmente digitalizado.

O coordenador do curso de Direito, o professor Jean Carlos Fernandes considera o direito do trabalho uma área com grande repercussão social. A aluna Fernanda Labanca, 6° período, ficou empolgada com a discussão sobre novas tendências do direito. Ela gostou da exposição do palestrante, mas criticou a informatização dos processos. “Acho que é algo necessário, sim, e será muito benéfico tratar processos de forma virtual. Mas, acho que os processos de papel não podem sumir. Como fica quem não tem acesso ao computador? Temos que ter as duas opiniões”, ponderou.


José Ferreira Nicolau, também do 6° período de Direito, viu a palestra como uma forma de agregar conhecimento. “É importante participamos das palestras: expandimos nossos conhecimentos e podermos ouvir análises de pessoas experientes na área”.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

“Quarta Cultural” tem sua 1º edição em 2009

Gabriel Moura e Ludmila Rezende (texto)Mariana Reis (fotos) Alunos da Central de Produção Jornalística - CPJ

A banda de pop-rock Acesso Lateral foi a atração do "Quarta Cultural"
De Jota Quest a Vanessa da Mata. Esse foi o repertório da banda de pop rock, Acesso Lateral, que tocou no projeto “Quarta Cultural”, uma iniciativa da Agência Experimental de Relações Públicas (AGERP). O projeto já existe na Newton Paiva há alguns anos, porém foi remodelado em 2007, quando a agência tornou-se coordenadora do evento. O show foi nos intervalos dos turnos manhã e noite, no pátio do prédio da avenida Carlos Luz, 800. Criado em entre 2000 e 2001, o Acesso Lateral tem influências do cenário típico do pop rock mineiro. Antes conhecida como Jaba Hall, a banda percorreu estrada por cerca de cinco anos fazendo uma pausa de três anos. Os integrantes se reuniram novamente em 2006 em estúdios e retomou aos shows. A música de trabalho da banda é “Sabadeira”, que toca na 98fm, Rádio Favela e Jovem Pan.
Para a aluna do 1º período de Publicidade e Propaganda, Bruna Carolina, “o projeto é muito bacana e a banda é muito boa”. Em sua opinião, cada edição do projeto tem que trazer uma banda de estilos mais variados para o público. Já as alunas do 1º período de Gestão de Recursos Humanos, Andressa Pagano e Viviane Paiva, não curtem o estilo pop-rock, "Quarta Cultural" deve buscar artistas mais voltados para o samba e sertanejo. Mesmo assim gostaram muito da apresentação da banda escolhida.
O principal requisito para se apresentar no projeto, é que tenha disponibilidade para comparecer na universidade nos turnos da manhã e noite. As apresentações ocorrem quinzenalmente no campus 800, onde são realizados os cursos de comunicação, mas com possibilidade de expandir para os outros prédios.Segundo Renata Venerando, coordenadora da AGERP, o “Quarta Cultural” é voltado para o entretenimento dos estudantes e pode envolver outros tipos de manifestações culturais, por exemplo, teatro e dança. A prioridade para se apresentar é dos alunos, mas outras pessoas que desejam mostrar o seu talento também podem procurar a agência.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

SUS é discutido no “Conexão, Conhecimento & Mercado”

Gabriel Moura e Roberta Andrade (texto) Mariana Reis (fotos) Alunos da Central de Produção Jornalística da Newton Paiva (CPJ)

O cirurgião Raul Cutait debateu com os alunos a qualidade do Sistema Público de Saúde do Brasil, expondo pontos positivos e negativosCom o intuito de promover a aproximação entre alunos, professores e profissionais renomados, o programa “Conexão, Conhecimento e Mercado” recebeu o ex-Secretário de Saúde do Município de São Paulo e médico especialista em Cirurgia Digestiva, Dr. Raul Cutait, para falar sobre a qualidade do Sistema Público de Saúde. O evento foi realizado dia 21 de maio, no auditório do campus Silva Lobo.O cirurgião, inicialmente, fez uma linha do tempo, em que traçou a evolução da medicina ao longo dos séculos. Segundo ele, Hipócrates, o pai da Medicina, foi o primeiro a categorizar o trabalho dos médicos como uma ciência, combatendo as práticas curandeiras. As relações que antes eram de médico para paciente, passam agora, por um ciclo maior, que envolve, além dos médicos, equipes de outros profissionais da saúde, fonte pagadora, hospital, fornecedores e, por fim, o paciente.Ao citar o Artigo 196 — Saúde: Direito do cidadão e dever do Estado, Raul Cutait o analisou como sendo “na teoria muito feliz, mas na prática muito difícil”. Para ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) “é um exemplo que deveria ser reproduzido em todo o mundo, porque no seu ideário ele contempla a população como um todo”; mas não deixa de reconhecer seus erros de gestão. Ele elogiou também o programa Saúde da Família e acha que é uma iniciativa que revolucionou o atendimento.

Alunos dos cursos da área de saúde lotaram o auditório do campus Silva Lobo
Para mostrar alguns pontos que poderiam ser melhorados na saúde pública, o médico fez uma comparação entre os gastos com saúde no Brasil e nos Estados Unidos. O Brasil gasta 50 bilhões por ano com a saúde, o correspondente a 3,8% do PIB; enquanto os EUA gastam um trilhão de dólares, o equivalente à 14% do PIB. Segundo ele, o Brasil tem o desafio aumentar o financiamento federal e a participação dos estados e municípios, melhorar o aproveitamento dos recursos, além de dar a verba correta aos hospitais, remunerar dignamente os profissionais da saúde e conceder aos funcionários a experiência e a condição necessárias para que o atendimento possa ser bem efetuado. Raul Cutait acha de extrema importância levar temas como esse para serem debatidos nas faculdades. “É preciso conhecer o espaço em que se vai atuar, porque sem conhecer não tem como intervir”, analisa.

A aluna Lorena Cota elogiou a escolha do tema e conseguiu perceber a interdisciplinaridade na área da saúdeA palestra teve a presença em massa dos alunos, que acharam muito interessante a discussão. Para a aluna do 8º período de Farmácia, Lorena Cota, “ele conseguiu demonstrar as falhas do sistema, que apesar de ser bem estruturado tem problemas na gestão”. Para ela, “a palestra foi muito interessante e o tema escolhido conseguiu mostrar a interdisciplinaridade existente na área da saúde”.
A coordenadora do curso de Farmácia, Marcela Rennó, disse que a palestra foi uma iniciativa muito bem vinda e que foi importante, pois “nossos alunos precisam ser formados para trabalhar no SUS, que sem dúvida é o principal empregador da área da saúde”.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Cursos de Comunicação da Newton Paiva têm tradição vitoriosa na Expocom

Roberta Andrade, Fernanda Ribeiro, Ludmila Rezende, Michael Eudes, Lucas Simões, Breno Araújo, Frederico Alves e Gabriel Moura (textos); Dayse Aguiar e Mariana Reis (Fotos) – Alunos da Central de Produção Jornalística - CPJ

A Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom), maior mostra de trabalhos acadêmicos experimentais na área de comunicação do Brasil, já anuncia nova edição. Nos dias sete, oito e nove de maio, será realizada a etapa Sudeste do evento, no Rio de Janeiro. Os classificados das etapas regionais vão disputar em Curitiba a fase nacional do concurso. Este ano, o Centro Universitário Newton Paiva concorre com 17 trabalhos de jornalismo, 24 de Publicidade e Propaganda e oito de Relações Públicas. Agora é cruzar os dedos, porque as expectativas são as melhores.JORNALISMOMesmo sendo um curso novo — desde 2000 na instituição —, o jornalismo do Centro Universitário Newton Paiva já tem tradição. Foram doze prêmios somente na Expocom, entre projetos individuais e premiações da Agência Experimental (Central de Produções Jornalísticas – CPJ, duas vezes escolhida melhor agência júnior do país). E, este ano, os alunos concorrentes esperam manter a tradição e voltar para casa com mais prêmios. Para a professora Marialice Emboava, coordenadora do curso de Jornalismo, a Expocom agrega grande prestígio, pois “o prêmio é sério, muito disputado e ganho por mérito”.

“Só de estar concorrendo, já estou feliz”Aluno do 8° período de jornalismo, Raimundo Nonato de Souza concorre nesta edição com a reportagem “Acupuntura combate doenças em gado leiteiro e melhora produção”, publicada em janeiro do ano passado, no Jornal Holandês que era produzido pela CPJ. “Trabalhando no Jornal Holandês me senti um jornalista de verdade. Nós criávamos as pautas, viajávamos para conhecer de perto as coisas; o grau de dificuldade do jornal era muito alto”, conta.Laís Campos Siqueira, recém-formada pela Newton Paiva, também concorre este ano com o seu projeto de conclusão de curso, a revista de turismo “Trilhos”, para a cidade de Itabira. Laís diz que a elaboração do trabalho foi árdua e não pôde contar com o apoio de muitas pessoas. Segundo ela, foi importante o apoio dado pelo professor orientador, pois eles acreditam no projeto e fazem de tudo para que saia correto.

“Foi uma surpresa para mim”, revela André, que recebeu a notícia com muita felicidadeOutro concorrente é André Luiz Silva, do 6° período, que apresenta a reportagem “Matinha e Mormaço, lendas do cangaço”. André compôs o perfil da viúva de um ex-cangaceiro do bando de Lampião, que descobriu nos arredores de Contagem. Ele ressalta que as aulas com professora Rosângela Guerra, ainda no 2° período do curso, foram fundamentais em seu aprendizado.Mariana Reis Vieira, do 4º período, também participa na categoria fotográfica do Expocom. A foto escolhida para representar o curso é a nova atração turística, do zoológico, o Jardim Japonês. Ela falou entusiasmada sobre a indicação de sua foto — “esta é uma grande chance, é muito bom ter a oportunidade de mostrar o meu trabalho e o Jardim Japonês de Belo Horizonte para os outros estados”.Monique Tobias Portes participa este ano na Expocom na categoria Blog. Seu projeto é intitulado “A Credibilidade da Notícia na Internet” e pode ser acessado em www.gruponewton.wordpress.com. Todo processo para elaboração do projeto durou oito meses e segundo ela, sempre contou com a ajuda dos professores para criação do trabalho. “Amei o curso e o avalio como excelente”, diz.

Mariana: “é uma honra ir representando a Newton na categoria Fotografia Artística”A expectativa que os concorrentes vivem hoje também já fez parte da vida de outros vencedores. Em 2005, a então estagiária da CPJ, Fernanda Pinho, representou a agência, que levou o prêmio de melhor Agência Experimental de Jornalismo do Brasil. “Acredito que só o fato de participar da Expocom já seja gratificante, pois é um reconhecimento pelo nosso trabalho de estagiário”, explica.É também o caso de Charlon Andrada Leite, vídeo-documentarista e técnico em áudio da Newton Paiva. Seu trabalho, o documentário “Baleiros”, feito em parceria com a colega Mariana Furst, sobre crianças que vendem balas nas ruas, foi o mais premiado da história do curso de jornalismo. Venceu a etapa nacional e, posteriormente, o Mercosul do Expocom em 2005.Com um livro-reportagem sobre o trabalho dos apuradores — “Alguma coisa agora – Jornalistas apuradores: ouvidores gerais da sociedade e construtores da notícia” —, o recém-formado Bernardo Rezende também teve o prazer de se destacar na Expocom. Na etapa regional (Sudeste) do concurso, ele venceu, ano passado, na categoria áreas emergentes.PUBLICIDADE E PROPAGANDANa área de Publicidade e Propaganda, concorrem projetos, campanhas, eventos e outras ações de marketing econômico, político, religioso ou institucional. Nessa categoria, os trabalhos dos alunos do Centro Universitário Newton Paiva têm também se destacado. Os projetos inscritos são escolhidos por uma comissão composta pela coordenadora do curso de publicidade, a professora Maria Aparecida de Souza, e a coordenadora da agência experimental massan -Z, Maria Cláudia Miranda e o diretor de criação da mesma agência, professor Lamournier Lucas Pereira Júnior.

Alexandre: “Não fosse a ajuda das pessoas, muitas ONGs não conseguiriam sobreviver”Na Expocom deste ano, o curso de publicidade vai forte novamente e com boas possibilidades de ganhar prêmios. “Optamos por projetos ousados e irreverentes, mas sempre com muita qualidade, por isso estamos muitos confiantes”, acredita Maria Aparecida. Cada grupo que tem seu trabalho indicado para a exposição escolhe um aluno para representá-lo perante a mesa de professores. O professor Lamournier é o responsável por acompanhar os alunos indicados. Alexandre Ferreira Nunes, 7º período, participará da exposição esse ano na categoria spot. “A exposição será interessante para ganhar experiência e trocar ideias com pessoas da área. Assistir a outros trabalhos e palestras será bastante enriquecedor”, avalia. Direcionado à Associação Mineira de Reabilitação, ONG que presta atendimentos a crianças com deficiência, o projeto é guiado pela responsabilidade social.

Para Marco Túlio, a exposição serve como uma grande vitrine, pois “o empregador sabe que quem está concorrendo, tem algum potencial a mais”Também focando o lado social, o grupo do estudante Marco Túlio de Souza, do 8º período, irá concorrer à categoria outdoor, auxiliando a divulgação e o aumento dos recursos financeiros da Liga Mineira do Trauma — ONG que ajuda vítimas de traumas físicos e psicológicos. Ele considera que participar de um evento como a Expocom, é um diferencial no currículo.Aline Marina Osório, 8º período, concorrerá ao prêmio na categoria de campanha promocional. Para ela, participar da Expocom é uma forma de vencer a dificuldade para se expressar. Já a massan Z será representada pela aluna Mara Lúcia Costa. “Representar a massan Z em um evento desse porte será uma honra. A apresentação para o público me motiva muito, não pode dar nada errado na hora”, diz bastante empolgada.A confiança dos participantes em bons resultados nesta edição é justificada pelo desempenho nos últimos anos. O trabalho do grupo de Suellen Ferreira para sua conclusão de curso tornou-se, em 2007, o vencedor da região sudeste na categoria de mídias alternativas. Com um projeto inovador, a publicitária conta que conseguiu unir “baixo custo a alto impacto”. Ela relata como foi a experiência de ser premiada. “Foi gratificante os concorrentes virem até a gente querendo saber sobre o projeto”.

Aline considera sua participação uma forma de superar limitesOutro ex-aluno que teve a oportunidade de participar de um projeto vencedor foi Raphael Passos de Oliveira, que ajudou a montar o portifólio que atribuiu a terceira colocação à massan Z em 2006. “Muitos colegas meus foram contratados a partir de então”, conta. RELAÇÕES PÚBLICASCom 36 anos de existência, o curso de Relações Públicas da Newton Paiva é o mais antigo de Minas Gerais.
Daisy: “Objetivo da AGERP é qualificar o profissional para o mercado”A Agência Experimental de Relações Públicas (AGERP) iniciou suas atividades em 2001 e desde 2003 vem ganhando prêmios seguidamente na Expocom. “Ganhar prêmios desse nível é um atestado de competência; além de ser um selo de qualidade para o curso e para a agência”, analisa a professora Ivanete Aparecida, coordenadora do curso. Renata Venerando, coordenadora da Agência, diz que a expectativa para esse ano é trazer mais prêmios. A AGERP já foi premiada três vezes consecutivas como a melhor Agência Experimental de Relações Públicas do Brasil e concorre, nesta temporada, com seis projetos. Segundo Daisy Mara Lima de Paula, ex-estagiária da Agência, mas que vai representá-la na Expocom, “o objetivo da AGERP é basicamente instituir um ambiente de aprendizado e convívio com as práticas de Relações Públicas, atendendo as diretrizes políticas e pedagógicas do curso”.Na categoria de eventos, a representante da agência será a estudante do 7º período, Karina Iva. Segundo ela, foi com muito empenho e profissionalismo que a agência desenvolveu a colação de grau que aconteceu no ano passado.
Karina Iva ajudou a vencer o desafio da colação de grauJá na categoria veículo de comunicação interna, o aluno do 5º período, Alam de Oliveira, apresentará a Newsletter mensal “Conexão RP”. Há um ano estagiando na AGERP, ele vem aperfeiçoando o projeto, tornando o texto mais objetivo e fugindo do convencional. Mostrando o trabalho integrado das três agências de comunicação, Fernanda Fernandes, 5º período, concorrerá na categoria áreas emergentes com o projeto do Centro de Comunicação Integrada — o CCI.

Alam: “Só a participação em si já é um aprendizado e um reconhecimento”Os trabalhos de conclusão de curso também garantem vários prêmios, exemplo disso é a ex-aluna Fernanda Nayara da Silva Alves. Ela participará da competição este ano com um trabalho, que faz um estudo específico do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e analisa a presença de processos e programas de comunicação em apoio à Gestão Pela Qualidade Total.Claudia Helena de Oliveira Matos vê a “possibilidade de aplicar o que foi absorvido em todo o curso — foi um estímulo para concorrer em 2009”. A ex-aluna da Newton apresentará trabalho em que divulga o “Projeto de Vida”, voltado à prevenção e uso indevido de drogas em Contagem.

No ano passado, Johny Duney ganhou na categoria de melhor trabalho mercadológico, na etapa Sudeste, com o projeto de conclusão de curso intitulado “ISO 14001”, que mostrou as vantagens competitivas e mercadológicas que a certificação pode trazer para as empresas. Outra que venceu a competição, Juliana Pessoa, ganhou em 2006 o prêmio de melhor projeto de relações públicas e cidadania do Brasil com o Newcine Social. O projeto promove atividades culturais e de entretenimento voltadas para instituições carentes, utilizando o cinema como uma forma de acesso ao conhecimento cultural. Para Juliana, o aluno tem suporte total e o contrato com a instituição vai além do término do curso. “A Newton Paiva recebe o ex-aluno e o auxilia no mercado de trabalho, ajuda a inseri-lo no mesmo. Até hoje não vi melhor estrutura, equipamentos e suporte (técnico e humano)”, elogia a ex-aluna.

“Despretensiosa”. Assim Cleves Maciel Valadares descreveu sua participação na competição em 2006, quando ganhou o prêmio pelo projeto Conexão RP com o melhor newsletter. “Foi um projeto pessoal em que eu desenvolvia um trabalho de que gostava muito”.

Curso de Farmácia promove XII Workshop de Indissociabilidade na Newton Paiva

Textos: Breno de Araújo, Gabriel Moura e Mariana ReisFotos: Mariana Reis

“Pensar a saúde junto com o social”. Essa é a responsabilidade do farmacêutico, garante a professora de Química Orgânica da Newton Paiva, Flaviane Hilário. Juntamente Lucas Figueiredo, Luciane de Andrade, Bianca Rocha e Flanielle Martins, ex-alunos da instituição, que fizeram parte da bancada de debates. Foram discutidos no XII Workshop de Indissociabilidade: a qualidade dos serviços de saúde, o plano de carreiras da profissão e as possibilidades de atuação na área. Com o tema “Qualidade em Serviço de Saúde”, o evento aconteceu durante os dias 14, 15 e 16 de abril, no auditório da unidade Silva Lobo.

Marcela Renno: a ponte entre o médico e o paciente é o farmacêuticoSegundo a coordenadora do Curso, Marcela Renno, o farmacêutico deve assumir o papel de profssional de saúde e se proximar da comunidade. Ainda segunda a coordenadora, “não há nenhum profissional de saúde que seja tão acessível quanto o farmaceutico, ele está presente a cada esquina", afirma.Cada um dos participantes da mesa-redonda contou um pouco da experiência profissional para os estudantes. Lucas Figueiredo, por exemplo, fez vários estágios. Chegou a trabalhar na Rede Farma, na região do Cafezal, e hoje trabalha na Droga Raia. “Nos estágios da Newton Paiva passei por vários setores: consegui por esforço mesmo, com cuidados básicos no serviço — a Newton dá o retorno que precisamos e o currículo é muito valorizado", conta Lucas. Para Flanielle Martins, o curso surpreende. “Fiz estágio na indústria farmacêutica logo nos primeiros períodos e fui contratada. A preparação tem que ser para o mercado de trabalho", ressalta. Além de professora, Flanielle trabalha ainda no Programa Municipal de DST/AIDS, em Contagem. Sobre o workshop, a professora de Tecnologia Farmacêutica, Luciane de Abreu Ferreira, ressaltou que foi “enriquecedor”. Para ela, “a participação dos estudantes em eventos como estes é muito importante para seu crescimento, não só com relação ao conhecimento, mas também para a maturidade".

Edilaine acha que o curso da Newton é o melhor, “pois estimula o estudante e abre possibilidades de estágioAlunosEdilaine Amaral, aluna do 5º período, participou do Workshop de dez anos do curso de Farmácia, em outubro do ano passado. E como da outra vez, está achando muito proveitoso. Para a estudante, o profissional deve estar preparado para todas as áreas e esse tipo de atividade "abre muito a mente e o coração para sentir realmente se é a profissão que escolheu, qual é a área que pretendemos seguir". Edilaine, que já teve também a possibilidade de fazer estágio em drogarias que têm convênio com a faculdade, revela que ao procurar uma faculdade, pesquisou muito com farmacêuticos e profissionais da área. Todos indicaram que o melhor curso de Farmácia particular seria o da Newton Paiva — justamente por “estimular o estudante — dar condições de estágio e criar um senso crítico”, acredita Edilaine.
Larissa: Gostei, porque os palestrantes são ex-alunos da Newton e contaram onde estão atuandoA aluna do 7º período, Larissa do Vale, decidiu cursar Farmácia após participar de outros workshops. A estudante se interessou pelo Curso e reconhece como é importante eventos como este. Para ela, a preocupação com o mercado foi aliviada após assistir uma palestra — "Achei bem interessante porque os palestrantes são ex-alunos da Newton. Contaram onde estão atuando. Realmente a área tem mercado e que eles estão bem profissionalmente”. TrabalhosTrabalhos desenvolvidos pelos alunos também foram expostos durante o evento. Em grupo, Flanielle Martins, do 5º período, desenvolveu artigo cujo tema é “Pró-fármaco ativado por enzima, uma estratégia promissora na quimioterapia”, apresentado no workshop. Segundo a estudante, “foi muito interessante, mas extremamente difícil por ser um artigo muito grande". Do mesmo grupo que Flanielle, Fabrício Viveiros ressalta que a evolução dos alunos vem com o tempo. Para ele, “o amadurecimento nas discussões com o grupo na hora de escolher o tema dos trabalhos leva ao aprendizado”.

Como acreditam os estudantes do curso, a velha imagem de um velhinho em uma farmácia, atrás de varias caixas de remédio, está se apagando a cada dia. Com o avanço da tecnologia, a indústria farmacêutica cresce e a imagem do antigo farmacêutico passa a ser a de um grande e importante profissional da saúde.
"As teorias nascem puras, porém o homem as corrompem com seus interesses."